Em São Paulo, a comida não industrializada tem uma entrada, o Ceagesp. Caixas e caixas de vegetais chegam a um dos maiores centros de distribuição do mundo. E para que o paulistano possa comer alimentos com sua integridade garantida, a comida vem em caixa de madeira – frutas, legumes, flores, e etc. Mas e depois que as caixas são abertas e o produto é vendido? Ai entram os caixeiros, que compram as caixas dos feirantes, consertam as que estão quebradas e as revendem para o produtor. Os caixeiros são pessoas simples que não tem onde colocar o volume de caixas que revendem, sendo assim, em duas ruas paralelas atrás do Ceagesp, pilhas e mais pilhas de caixas são levantadas nas calçadas.
Se por um lado as caixas são reaproveitadas e empregos (mesmo que informais) são gerados, por outro as caixas não apresentam condições de higiene para serem reutilizadas e o passeio público se torna uma fonte de ratos e sujeira, o que complica ainda amais a situação das enchentes na região.
Mas os dias dos caixeiros estão contados. A prefeitura está mudando esse sistema de embalagens do Ceagesp e implantando caixas reutilizáveis de plástico e quem vive das caixas da madeira não é contemplado pelo projeto, afinal para a prefeitura isso se trata de um comercio irregular que deve ser reprimido.