Caixaria

Em São Paulo, a comida não industrializada tem uma entrada, o Ceagesp. Caixas e caixas de vegetais chegam a um dos maiores centros de distribuição do mundo. E para que o paulistano possa comer alimentos com sua integridade garantida, a comida vem em caixa de madeira – frutas, legumes, flores, e etc. Mas e depois que as caixas são abertas e o produto é vendido? Ai entram os caixeiros, que compram as caixas dos feirantes, consertam as que estão quebradas e as revendem para o produtor. Os caixeiros são pessoas simples que não tem onde colocar o volume de caixas que revendem, sendo assim, em duas ruas paralelas atrás do Ceagesp, pilhas e mais pilhas de caixas são levantadas nas calçadas.

Se por um lado as caixas são reaproveitadas e empregos (mesmo que informais) são gerados, por outro as caixas não apresentam condições de higiene para serem reutilizadas e o passeio público se torna uma fonte de ratos e sujeira, o que complica ainda amais a situação das enchentes na região.

Mas os dias dos caixeiros estão contados. A prefeitura está mudando esse sistema de embalagens do Ceagesp e implantando caixas reutilizáveis de plástico e quem vive das caixas da madeira não é contemplado pelo projeto, afinal para a prefeitura isso se trata de um comercio irregular que deve ser reprimido.


_MG_4148.jpg00.jpg01.jpg02.jpg03.jpg04.jpg05.jpg06.jpg07.jpg08.jpg09.jpg10.jpg11.jpg12.jpg13.jpg14.jpg15.jpg16.jpg17.jpg19.jpg20.jpg202.jpg21.jpg22.jpg24.jpg26.jpgc14-_MG_4126.jpg